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29/09/2014

Atos de centrais sindicais ocorreram em todo o país na sexta 26, em defesa dos “direitos trabalhistas e conquistas”
Atos de centrais sindicais ocorreram em todo o país na sexta-feira 26, em defesa dos “direitos trabalhistas e conquistas sociais” e pela valorização salarial feita nos doze anos de governo do PT. O nome do movimento – Mexer Nos Meus Direitos, Nem Que a Vaca Tussa! – faz referência à frase dita pela presidente Dilma Rousseff ao negar que faria qualquer alteração na CLT, como Marina Silva defende fazer.
A campanha foi aberta em Brasília pelo coordenador nacional de mobilização da CUT, Jacy Afonso, e pela direção nacional da CUT na capital federal.
Sem dar detalhes, a candidata do PSB disse que as leis trabalhistas precisam ser “atualizadas”, contra a burocratização, e defendeu a terceirização de trabalhadores, o que gerou desconfiança entre os movimentos trabalhistas. O outro candidato da oposição, Aécio Neves, também vem defendendo a flexibilização ou retirada de direitos dos trabalhadores.
“Não vamos permitir esse discurso dos dois candidatos da oposição de que querem flexibilizar a CLT”, disse o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, que convocou a militância a participar do movimento. “Flexibilizar significa retirar direitos dos trabalhadores. E a nossa presidenta já disse, não vamos mexer em 13º, em férias, em horas extras, nada que foi conquistado com muita luta”.
Embora o movimento tenha acontecido em várias cidades no RS, a mobilização maior aconteceu no polo naval de Rio Grande, com a participação dos dirigentes sindicais metalúrgicos de Porto Alegre, Adriano Felippetto, João Batista Massena e Valdemir Ferreira, o cipeiro Marcelo Argentino, o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo e o presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres.